sábado, 3 de março de 2007

A moda íntima sempre fazendo moda


Como somente no final de 1930 Paris mostraria um novo estilo de silhueta ao mundo, quando um novo tipo de lingerie também entraria em cena, o lado sensual que detalha o corpo feminino passa a ser confeccionado a partir de um tecido a base de rayon mais elástico: o elastano. Nesse mesmo período aparecem mais dois produtos revolucionários, o zíper e o nailon. Com isso, a revolução da moda íntima como segunda pele estaria declarada. Mais tarde, as peças precisavam ser práticas e duráveis adaptando-se a novas fibras. O nailon ganha mercado com a vantagem de ser uma fibra forte, leve, de lavagem fácil e secagem rápida. As cintas-ligas viram coqueluche, com modelos que despertam o corpo, mantendo apenas a cintura como ponto de destaque. No final da década de 40, Dior reforça a tendência da cintura fina e anáguas ganham mercado.
No mundo da moda parisiense Madame Vionnet seria por demais reconhecida dentre todos os estilistas. E em meio a essa revolução, as meias-calças substituem as ligas com a mini-saia criada por Mary Quant – o elastano põe fim aos seios pontudos e dos soutiens com enchimento. Nesse momento, as calcinhas tornam-se mais popularem!
Nos idos 70´s é a vez das transparências, da volta dos bordados e das rendas, principalmente nas calcinhas estilo biquíni e tanga. A invenção de soutiens moldados, sem costuras e pregas dos bojos salva a indústria da lingerie. Os anos 80, com todo o glamour dos yuppies, status e dinheiro, mostra uma mulher mais segura e independente. As peças outwear (pronta pra sair) são lançadas por Vivienne Westwood – chegando às grandes maiosons da alta costura já nos idos 90´s. Enfim, todo um paralelo com o bem-estar e conforto estaria prestes a impulsionar cada vez mais os criadores mundiais para os marcantes anos 2000. Principalmente pela lingerie ideal. Como as grandes grifes que hoje lideram na preferência mundial, e que em meio a todo esse processo de revolução – e evoluções – apresenta a cada um novo conceito de se vestir. Intimamente bela. E porque não se dizer, em certos momentos, fatal!
Celso Fernandes

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